sábado, 9 de fevereiro de 2008

Paráfrase ou plágio?

A favor da resenha e contra o plágio

A resenha revela uma leitura feita e muito bem feita pelo estudioso.Não tem nada a ver com plágio que é aquele ato bastante preguiçoso e condenável de quem copia de outro autor e não indica a fonte. A resenha, o resumo, as fichas de leitura devem cumprir um objetivo claro: comunicar a outro leitor os aspectos essenciais da obra lida ou estudada Outro objetivo dessas formas de registro é o de oferecer aos alunos uma memória cumulativa dos textos lidos.Daí a sugestão de que vocês acostumem-se logo no primeiro semestre a fazer fichas e recensões dos textos lidos em todas as disciplinas.
O leitor da resenha( quando não for apenas o professor) deve ter prazer nesta leitura e , eventualmente, ficar tentado a fazer a leitura do texto resenhado.Se você apresenta uma resenha para avaliação do professor ou orientador devem ser seguidas as orientações dadas por estes. Às vezes, os modelos formais solicitados são variados.É bom, principalmente neste caso, que o resenhista lembre-se de usar a norma padrão ou gramaticalalém de lembrar-se de que se for citar o próprio texto resenhado, isso deverá ser feito entre aspas ou em itálico. Não se esqueça nunca da indicação bibliográfica e da indicação das páginas de onde retirou suas citações.
Em alguns casos, especialmente naquele formato que chamamos de resenha crítica,pode ser feita ulma pesquisa extra texto, isto é, podemos buscar informações sobre o autor, sua época,sobre o assunto em questão e sobre a situação atual da pesquisa científica sobre o tema. Tais elementos externos à leitura podem facilitar suas observações críticas,ou simplesmente enriquecer mais ainda a sua absorção do assunto.

.Fichas de leitura
As fichas de leitura devem destacar todas aquelas passagens da obra ou fragmento que foram consideradas como centrais ou mais impotantes no texto lido. Neste caso,o receptor do texto original, o estudante ou pesquisador fez paráfrases e repetiu com suas próprias palavras o pensamento do autor. Muitas vezes -e é interessante que isso aconteça- esse estudioso reproduzirá trechos inteiros da obra original entre aspas ou em itálico.Até aqui, não houve plágio, mas haverá se for omitida a citação do autor, da obra e das páginas de onde foram retiradas...Como citar?
Vamos a um exemplo em que se observa o critério de citação, de acordo com os padrões de Normas Técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas):

[I] PARÁFRASES E PLÁGIO
Ao elaborar a ficha de leitura, você resumiu vários pontos do/a autor/a que lhe interessavam: isto é, fez paráfrases e repetiu com suas próprias palavras o pensamento do autor. E também reproduziu trechos inteiros entre aspas.
Ao passar para a redação da tese, já não terá sob os olhos o texto, e provavelmente copiará longos trechos das fichas. Aqui, é preciso certificar‑se de que os trechos que copiou são realmente paráfrases e não citações sem aspas. Do contrário, terá cometido um plágio.
Essa forma de plágio é assaz comum nas teses. O estudante fica com a consciência tranqüila porque informa, antes ou depois, em nota de rodapé, que está se referindo àquele autor. Mas o leitor que, por acaso, percebe na página não uma paráfrase do texto original, mas uma verdadeira cópia sem aspas, pode tirar dai uma péssima impressão. E isto não diz respeito apenas ao orientador, mas a quem quer que posteriormente estude a sua tese, para publicá‑la ou para avaliar sua competência.

Como ter certeza de que uma paráfrase não é um plágio ? Antes de tudo, se for muito mais curta do que o original, é claro. Mas há casos em que o autor diz coisas de grande conteúdo numa frase ou período curtíssimo, de sorte que a paráfrase deve ser muito mais longa do que o trecho original. Neste caso, não se deve preocupar doentiamente em nunca colocar as mesmas palavras, pois às vezes é inevitável ou mesmo útil que certos termos permaneçam imutáveis. A prova mais cabal é dada quando conseguimos parafrasear o texto sem tê‑lo diante dos olhos, significando que não só não o copiamos como o entendemos.
SOBRENOME, Nome do autor. Título da obra. Subtítulo. Edição. Cidade (local da publicação; quando houver duas cidades, separa-se com barra: /): Editora (quando houver mais de uma editora, separa-se por barra: /), ano da publicação e páginas citadas.
Ex:
ECO, Humberto. Como se faz uma tese. 12ª ed.. SP: Perspectiva, 1995, p. 128 a 132.

Nenhum comentário: