sábado, 9 de fevereiro de 2008

Resumos e resenhas como método de estudos

Resumos e resenhas como método de estudos ou por que não se deve copiar da internet sem indicar a fonte...[1]


1-A importância dos resumos como método de estudos.
Ao fazer um resumo de texto, o aluno terá sempre a vantagem de além de fixar melhor o aprendizado, atualizar continuamente seu modelo de escrita.Os resumos devem ser sempre operacionais, além de conter as indicações bibliográficas necessárias para a recuperação imediata da obra resumida.
Como elaborar resumos
O resumo tem por objetivo apresentar com fidelidade idéias ou fatos essenciais contidos num texto. Sua elaboração é bastante complexa, já que envolve habilidades como leitura competente, análise detalhada das idéias do autor, discriminação e hierarquização dessas idéias e redação clara e objetiva do texto final. Em contrapartida, dominar a técnica de fazer resumos é de grande utilidade para qualquer atividade intelectual que envolva seleção e apresentação de fatos, processos, idéias, etc
O resumo pode se apresentar de várias formas, conforme o objetivo a que se destina. No sentido estrito, padrão, deve reproduzir as opiniões do autor do texto original, a ordem como essas são apresentadas e as articulações lógicas do texto, sem emitir comentários ou juízos de valor. Dito de outro modo, trata-se de reduzir o texto a uma fração da extensão original, mantendo sua estrutura e seus pontos essenciais.
Quando não há a exigência de um resumo formal, o texto pode igualmente ser sintetizado de forma mais livre, com variantes na estrutura. Uma maneira é iniciar com uma frase do tipo: "No texto ....., de ......, publicado em......., o autor apresenta/ discute/ analisa/ critica/ questiona ....... tal tema, posicionando-se .....". Esta forma tem a vantagem de dar ao leitor uma visão prévia e geral, orientando, assim, a compreensão de que segue. Este tipo de síntese pode, se for pertinente, vir acompanhada de comentários e julgamentos sobre a posição do autor do texto e até sobre o tema desenvolvido.
Em qualquer tipo de resumo, entretanto, dois cuidados são indispensáveis: buscar a essência do texto e manter-se fiel às idéias do autor. Copiar partes do texto e fazer uma "colagem", sob a alegação de buscar fidelidade às idéias do autor não é permitido, pois o resumo deve ser o resultado de um processo de "filtragem", uma (re)elaboração de quem resume. Se for conveniente utilizar excertos do original (para reforçar algum ponto de vista, por exemplo), esses devem ser breves e estar identificados(autor e página).
Uma seqüência de passos eficiente para fazer um bom resumo é a seguinte:
ler atentamente o texto a ser resumido, assinalando nele as idéias que forem parecendo significativas à primeira leitura;
identificar o gênero a que pertence o texto (uma narrativa, um texto opinativo, uma receita, um discurso político, um relato cômico, um diálogo, etc.
identificar a idéia principal (às vezes, essa identificação demanda seleções sucessivas, como nos concursos de beleza...);
identificar a organização - articulações e movimento - do texto (o modo como as idéias secundárias se ligam logicamente à principal);
identificar as idéias secundárias e agrupá-las em subconjuntos (por exemplo: segundo sua ligação com a principal, quando houver diferentes níveis de importância; segundo pontos em comum, quando se perceberem subtemas);
identificar os principais recursos utilizados (exemplos, comparações e outras vozes que ajudam a entender o texto, mas que não devem constar no resumo formal, apenas no livre, quando necessário);
esquematizar o resultado desse processamento;
redigir o texto.
Evidentemente, alguns resumos são mais fáceis de fazer do que outros, dependendo especialmente da organização e da extensão do texto original. Assim, um texto não muito longo e cuja estrutura seja perceptível à primeira leitura, apresentará poucas dificuldades a quem resume. De todo modo, quem domina a técnica - e esse domínio só se adquire na prática - não encontrará obstáculos na tarefa de resumir, qualquer que seja o tipo de texto.
1. Resumos são, igualmente, ferramentas úteis ao estudo e à memorização de textos escritos. Além disso, textos falados também são passíveis de resumir. Anotações de idéias significativas ouvidas no decorrer de uma palestra, por exemplo, podem vir a constituir uma versão resumida de um texto oral.
Você reparou que o texto acima está destacado?Poderia também estar em itálico Significa que ele não é de minha autoria, foi retirado de uma página da Internet.
Falta citar a fonte e aí, temos um modo específico para fazer a indicação:
SCARTON, Gilberto e SMITH, Marisa Magnus. Manual de Redação Pucrs. Disponível em http://www.pucrs.br/manualred/apresent.php.Acesso em 6 ago. 2007.
Se não houver autoria, você deve entrar pelo título da publicação em maiúsculas e itálicas.A indicação da data do acesso é imprescindível por tratar-se de veículo de informação volátil.
Tudo isso só para lembrá-los de que citações da Internet não prescindem de indicação.Aliás, todas as indicações de fonte devem ser feitas, sob pena de cairmos num procedimento intelectual pouco ético (se é que existe gradação ética)
Para fazer referência bibliográfica de um material convencional observamos, no caso de livros:

AUTOR. Título da obra. Edição. Local: editora data.

2-Como fazer resenhas
Enquanto o resumo pode se limitar a ser apenas uma boa ferramenta de estudos para o aluno, uma vez que pode prescindir de observações críticas sobre o texto resumido, espera-se da resenha que esta demonstre a estrutura argumentativa da obra ou fragmento lido.
Espera-se, ainda do recensor, algumas observações críticas sobre a obra ou fragmento.Espera-se também que explore o contexto histórico do texto ou que estabeleça relação deste com outros do mesmo período; que explore o significado da obra resenhada no conjunto da produção do mesmo autor etc.Só não vale achar que resenha é para “dar palpites” sobre o texto .
Conhecida como resumo crítico, a resenha só pode ser elaborada por alguém com conhecimentos na área, pois sua elaboração exige opinião formada, pois além de resumir, o resenhista avalia a obra, sustentando suas considerações, deve embasá-las seja com evidências extraídas da própria obra ou de outras de que se valeu para elaborar a resenha.
" De uma boa resenha devem constar
a referência bibliográfica da obra, preferencialmente seguindo a ABNT;
alguns dados biográficos relevantes do autor (titulação, vínculo acadêmico e outras obras, por exemplo);
o resumo da obra, ou síntese do conteúdo, destacando a área do conhecimento, o tema, as idéias principais e, opcionalmente, as partes ou capítulos em que se divide o trabalho. Deve-se deter no essencial, mostrando qual é o objetivo do autor, evitando recorrer a detalhes e exemplos, com máxima concisão. Este momento é mais informativo que crítico, embora a crítica já possa estar presente; as categorias ou termos teóricos principais de que o autor se utiliza, precisando seu sentido, o que ajuda evidenciar seu approach teórico, situando-o no debate acadêmico e permitindo sua comparação com outros autores. Aqui não só se deve expor claramente como o autor conceitua ou define determinado termo teórico, mas já se deve introduzir críticas, seja à utilização ou à própria conceituação feita pelo autor [em uma resenha para revistas especializadas, esta parte pode ser dispensada, até por economia de espaço, mas é essencial em trabalhos de aula, em que o recensor é também aprendiz];
a avaliação crítica, nos termos já referidos anteriormente no item 1. Este é o ponto alto da resenha, onde o recensor mostra seu conhecimento, dialoga com o autor e/ou com leitor, dá-se ao direito de proceder a um julgamento. Há vários tipos de críticas, mas destacam-se: (a) a interna, quando se avalia o conteúdo da obra em si, a coerência diante de seus objetivos, se não apresenta falhas lógicas ou de conteúdo; e (b) a externa, quando se contextualiza o autor e a obra, inserindo-os em um quadro referencial mais amplo, seja histórico ou intelectual, mostrando sua contribuição diante de outros autores e sua originalidade. (...)
Finalmente, deve-se lembrar que o recensor deve preocupar-se com a obra em sua totalidade, sem perder-se em detalhes e em passagens isoladas que podem distorcer idéias. Deve-se certamente apresentar e comentar pontos específicos, fortes ou fracos do trabalho, mas estes devem ser relevantes. Nada mais deplorável do que uma crítica vazia de conteúdo, sem base teórica ou empírica, que lembre preconceito. Ou elogios gratuitos, que podem parecer corporativismo ou "puxa-saquismo".
FONSECA, Pedro Cezar Dutra. Disponível em http://www.sitedoescritor.com.br/sitedoescritor_professor_virtual_perguntas_resenha_universitaria.html Acesso em 6 de ago 2007



[1] Texto selecionado por Eliana Asche para exclusivo uso dos alunos da FESPSP

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